Um top performer nem sempre dá um bom líder. Sim, leu bem.
Durante anos, muitas organizações assumiram que quem entrega os melhores resultados está automaticamente preparado para liderar pessoas.
Mas desempenho e liderança são coisas diferentes. Um excelente profissional pode ser uma referência técnica, superar objetivos e gerar resultados extraordinários. Ainda assim, isso não significa que tenha a capacidade ou sequer a motivação para desenvolver pessoas, inspirar equipas ou gerir os desafios da liderança.
Aliás, muitos top performers acabam por assumir funções de gestão não por vocação, mas porque essa é, frequentemente, a única forma de continuar a progredir na carreira.
Talvez esteja na altura de questionarmos este paradigma. Nem todos os grandes especialistas querem liderar equipas. E nem todos os grandes líderes foram os melhores performers.
O verdadeiro desafio está em reconhecer que a excelência técnica e a excelência em liderança são percursos diferentes, ambos igualmente valiosos para uma organização.
Promover o melhor técnico a líder nem sempre é reconhecer talento. Por vezes, é apenas assumir que liderança é o passo seguinte. E nem sempre é.
Procuremos líderes por vocação, não líderes por falta de alternativa.
Sandrine Veríssimo
Regional Director - Hays Portugal
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