Porque não são puramente técnicos, os actuários contribuem agora mais visivelmente para o sucesso das operações da organização. Alguns actuam em posições mais seniores e exercem poder significativo, e são fonte de inspiração para a próxima geração de actuários. O que podemos aprender com estes actuários pioneiros? Quais as aptidões necessárias para chegar ao topo?
No entanto, devemos primeiramente perguntar se os actuários devem ambicionar posições de topo. Muitos actuários talentosos, inteligentes e bem pagos trabalham em posições mais técnicas e desfrutam de carreiras longas e lucrativas enquanto actuário chefe ou directores de risco. Uma carreira executiva não é para todos.
O caminho para o topo
Uma minoria ambiciosa tentará sempre chegar ao topo. Alguns escolheram um caminho directo enquanto actuário chefe ou actuário do grupo, seguindo uma progressão natural para uma função de CFO.
Outros escolheram diversificar as suas aptidões através da gestão de equipas ou de unidades de negócios, chamando a si mais responsabilidades. Outra minoria mais empreendedora implementou a própria organização, por exemplo Paul Bradshaw, um dos membros fundadores da Skandia nos anos 80.
Diversifique a sua experiência
Independentemente do caminho que escolher, uma experiência diversa é fundamental. Por exemplo, Terry Clarke (antigo CEO e membro da administração de Converim) dedicou os primórdios da sua carreira a trabalhar em departamentos como fundo de pensões e planeamento organizacional.
Os actuários entendem bem a maior parte das provisões técnicas numa folha de balanço, pelo que as suas aptidões são reconhecidas noutros departamentos. Ser responsável por uma equipa que não a actuarial é uma boa forma de demonstrar potencial em termos de capacidades de liderança, especialmente se a equipa precisa de ser melhorada.
Ser voluntário em projectos a decorrer na organização é uma forma de se dar a conhecer aos senior managers, à medida que propõe novas perspectivas de valor ao negócio.
Não subestime as aptidões de relacionamento interpessoal
As aptidões de relacionamento interpessoal são importantes e as figuras mais seniores apontam que esta área deve ser trabalhada pelos actuários.
Tentar ver as situações sob o ponto de vista de outra pessoa pode ser tremendamente útil. ‘Deve entender os objectivos pessoais das pessoas com as quais trabalha. Conheça-as e trabalhe-as, uma vez que as motivações são diferentes para todos’, aconselha David Lang, antigo MD da QBE Lloyd’s Division Limit. Existe uma grande variedade de opções para os actuários que queiram desenvolver esta área, desde executive coaching a inscrever-se num MBA.
Muitas figuras seniores enfatizam a aptidões de relacionar-se com outras pessoas com factor de sucesso. John Coomber, membro da administração na Swiss Re, adianta: ‘Uma apresentação não deve ser uma representação das suas aptidões técnicas mas uma forma de comunicar informação a uma audiência’.
Aprenda a liderar
Os executivos bem sucedidos relacionam-se e inspirar todos os membros da organização. Liderar grandes equipas, frequentemente com aptidões várias, é algo que os actuários não se encontram equipados para fazer, especialmente quando são necessárias aptidões mais sofisticadas para melhorar a motivação e o compromisso. O segredo é a empatia: coloque-se no lugar do outro e perceba as suas motivações e emoções.
Acima de tudo, não existe segredo para se chegar ao topo. É necessário trabalhar arduamente e, tal como uma figura sénior afirma: ‘Nunca se trabalha das 9h às 5h. Exige trabalho árduo e disponibilidade para viajar’.
Desafie-se a si mesmo e aos outros e, como diz Paul Jardine, COO do grupo na Catlin, ‘pense em grande’. Para os que ambicionem sair dos limites do actuariado, 2010 representa grandes oportunidades.